I'd Lie
Como uma carta, cheia de erros esperando por alguém para concerta-los. Ela era sensível demais, se importava demais. Talvez este fosse seu maior erro. (…) Cheia de incertezas, tudo estava realmente uma bagunça. Viu o amor batendo na porta, pensou que seria a oportunidade perfeita para concertar sua vida, e abriu. Se arrependeu quando viu seu coração espalhado pelo chão quebrado em milhares de pedacinhos. Pensou “isso não pode ser amor, amor não foi feito para machucar”. Mas era. O problema foi que só ela amou. Então ela se viu sozinha, tentando amenizar um pouco a bagunça. Ela ficou fria, irônica. Amarga. (…) Ela pensa não ser forte, mas quem além de alguém com uma força enorme conseguiria arrumar toda sua vida, sozinha? Além de fria, a carência apareceu forte na sua vida. Ficou mais sensível. Devem ser os resquícios da menina doce que ela já foi um dia. A única diferença é que agora, ninguém nunca vai saber que algo a machucou. Ela nunca mais vai se abrir com alguém. Ela continua tentando esquecer, e as vezes se arrepende de não conseguir sentir tanto quanto sentia antes. “Ela”, sou eu. Infelizmente. (inquebrável)